Os psicólogos de plantão (principalmente os corporativos)
que me corrijam, mas a pior coisa para se lidar no ser humano é o ego.
Querer ser ou parecer melhor que os outros é uma
característica de todos nós, em menor ou maior grau; mas de médicos, loucos e
egocêntricos; todos nós temos um pouco.
Isso é nítido no trânsito. Todos os dias a gente vê carros
entrando em fila dupla, pelo acostamento ou plena contramão, à luz do dia... Os
problemas da manhã nem começaram e as pessoas já estão atrasadas e pensando que
apenas elas têm horário marcado.
Todos os dias ouço papos na empresa, de pessoas que
“precisam” disso e daquilo, que fulano não fez, que o meu foi melhor, que esse
trabalho é mais importante que o outro. Que esse trabalho é o que preciso e
quero fazer, por que afinal, foi pra isso que nasci e assim serei conhecido e
reconhecido. Alguém precisa de algo que outro não precisa? Será que precisa
mesmo?
O pior é que sempre nos fingimos de bons, como se não passasse
de um pequeno ajuste e que a maioria não vai se importar com o meu sucesso
tanto assim. Ledo engano. Todo mundo vê o sucesso do outro, e no fundo, tem alguma
inveja (nem que seja branca) e espera o seu próprio. Alguns de nós comemoram o
sucesso alheio aos quatro ventos e esse sentimento pode até ser genuíno, mas a
massa ainda vai ler como se sua inveja fosse maior, seu amiguinho falso! Por
outro lado é preciso dar crédito aos que melhor se fantasiam de sucesso, que
falam como se o seu trabalho sustentasse toda a humanidade e que os demais
seres são apenas coadjuvantes de um monólogo – isso é talento! E não é para
poucos, tá uma febre. Mas, cuidado, só funciona em determinadas empresas e por
determinado tempo.
O resultado nem sempre vem acompanhado de aplausos para os verdadeiros
trabalhadores braçais. Construir uma casa, começando pela fundação e alicerce
dá mais trabalho do que pendurar um quadro, e ainda paga menos. Mas é triste
assistir a valorização de quem escolhe a moldura e a maçaneta; do que de quem
quebra a pedra antes do sol nascer.
Quando assisto determinados argumentos e justificativas,
estou na mera posição de ser apenas honesta, com meus sentimentos e nas minhas
atitudes; tendo diligência e nenhum talento para vendas de balcão. Um
dia o reconhecimento chega, eu creio.

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