sexta-feira, 19 de abril de 2013

ser bom, não necessariamente feliz

Uma vez, um cara amigo chegado pastor me disse que Deus nos fez para sermos bons e não para sermos felizes.
Essa frase ficou sobrevoando minha mente por muito anos, e expliquei vários episódios de sofrimento na minha vida e na dos outros baseados nela. Justificava que Deus, apesar de mui amoroso; era justo, santo e puro. E o é, eu bem sei.
Abri mão de muitas coisas que me fariam extremamente feliz para ser honesta.
Abdiquei de prazeres e alegrias pulgentes porque poderiam se tornar situações limites de erros ou pecados.
E Deus me retribuía a Seu tempo - como é sempre a Sua promessa, nos encher!
O negócio é que hoje, com a idade que tenho, percebo um sem número de coisas que poderiam ter mudado completamente o rumo da minha vida, uma lacuna de realizações, um não sei quê de não ter corrido atrás; coisas que poderia ter feito e vivido e não fiz ou vivi... para ser honesta, para ser leal, para ser uma pessoa boa.
Não estou falando da teoria da prosperidade. Não me refiro também a dar para receber. Fazia de consciência, porque tinha de ser feito, ou achava que tinha. E entendia que mesmo sendo algo muito bom e que me traria muita alegria na hora, não seria nada legal no futuro.
Desfiz amores para ser santa, por amor a Deus, rejeitei empregos, algumas propostas mais vantajosas; afinal, é certo trabalhar em banca de revista, em cervejaria, em fábrica de cigarros? Esse legalismo (não no sentido pejorativo) me perseguia. E hoje, a pergunta que não quer calar: terá valido a pena?
As escolhas para ser boa foram afinal as certas?

2 comentários:

  1. Por isso que eu SEMPRE faço o que quero. Não penso no futuro, vivo no presente. Posso estar agindo errado, mas não me arrependo de nada que fiz. Viver, é dar a cara a tapa, mas cada um é cada um e acho que você agora está pensando mais em você.

    "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"

    Bjo

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  2. Então, nada de "não gostar", concordo plenamente.

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