sábado, 7 de julho de 2012

Jerry Maguire

Esses é um momento do tipo Jerry Maguire...
Estou num quarto de ontem no Pará a trabalho pela Makro Engenharia e não consigo dormir... ah.. como a vida é... difícil de acreditar que tudo muda em tão pouco tempo.
Como o famoso personagem, acho mesmo que é possível sermos mais felizes com menos, numa realidade que a princípio nos parece a distante da ideal, mas quando vemos, ela está lá, pronta para ser vivida em toda a sua plenitude, maravilhosamente vida!
É assim que acontece por aqui. Não que as pessoas sejam medíocres, acostumadas com menos - mas aproveitam tudo que tem para alcançarem o melhor de todas as oportunidades. Entendem?
É como a frase dita tantas vezes pelo Dr. Fernando - ENTENDER PARA ATENDER - slogan de uma empresa fornecedora da Vale; queremos sempre ser servidos e ter todas as respostas, quando na verdade temos perguntas para responder e conhecimento para obtermos primeiro o que para nós mesmos é difícil e depois para todos ao nosso redor - reconhecer os outros!

O que mais se vê aqui é dinheiro. Nas ruas limpas, padronizadas, organizadas. Vê-se dinheiro no minério de ferro, nas minas, no transporte de caminhões e equipamentos de um lado para o outro. As pessoas não tem pressa, tem gana. Na pequena cidade que agrega esse dinheiro, vê-se comércio, barulho, trânsito como se estivessemos na Índia e muitas pessoas de macaão, servindo aos donos do poder e do dito dinheiro.
Os taxistas comentam que a cidade se formou assim, para atender, para entender para atender.
Não sei se cumpre o seu papel, mas vamos lá...
A lição que aprendi nesses dias é que a vida é feita mesmo do que somos, não do que temos. As pessoas ao nosso redor são nosso maior tesouro e vale a pena investir tempo e esforço para que façamos diferença nelas e em nós. Viver por viver, correndo atrás do vento ou do metal apenas, não nos dignifica. Que venha o vento e o metal, mas que venha amor do próximo, amor de Deus, paz da natureza, sabedoria nas escolhas, tempo para fazer nada, fome, poeria, dificuldades (sem elas, quem seríamos mesmo?)... E que minha mente esteja sempre aberta, como uma estrada pela floresta, para ENTENDER, para ATENDER, para SER, acima de tudo! 

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